sábado, 21 de julho de 2012
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
A SAUDADE
A saudade
Saudade é felicidade,
Fora do alcance da mão,
Mas que se chama Saudade,
Sofrendo no coração.
Saudade boa é a que existe
Na espera... que há de chegar
Mas há uma saudade triste,
Que fica sempre a esperar..
A saudade é a permanência
Algo do amor que ficou,
Que,mesmo longe, na ausência
Só partiu, mas não se ausentou.
Saudade é amor, na lembrança
De quem ficou a esperar
É uma dor difusa e mansa
Que faz sofrer e sonhar.
Saudade é amor que se sente
No coração inseguro
É amor passado, presente,
Que ainda espera seu futuro.
Fere aos poucos, mansa fera
Maltrata mas não destrói
Saudade é dos que ainda espera,
É uma esperança que dói.
Não há remédio, estou doente
É doença este amor por ti,
Não te esqueço, e justamente
Por pensar que te esqueci.
Mentimos, estamos quites
Eu menti, mentiste, eu sei
E embora não acredites
Mesmo mentindo eu te amei
Não voltes, pois se voltares,
Não me veria aqui
É que hoje sou muitas faces
Mas por dentro, já morri.
Há momentos, acontece.
Puro, o amor pode ficar
Como duas mãos em prece,
Esquecidas, a rezar.
Quando maior é o carinho
As vezes tenho a impressão
De que conversam baixinho
Tua mão... em minha mão.
ANTONIO COIMBRA, 1917-2007.
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ANTONIO DA SILVA COIMBRA
domingo, 1 de agosto de 2010
Adeus Amigos
ADEUS AMIGOS
Foi um prazer conhecê-los
Deixo esta estrada, onde caminhei toda a vida
Com certeza, jamais tornarei a vê-los
Tive muitas alegrias,
Também muitas tristezas,
De nada valeram as orações,
De nada valeram os apêlos,
Eu estou me despedindo,
Porque jamais tornarei a vê-los...
Para onde vou, eu não sei,
Vou atender aos chamados,
Eu sou pobre, e não um Rei,
Pela minha honestidade,
Quero pagar meus pecados...
Se é que existe outra vida
Quero estar limpo dos pecados meus,
Pela minha honestidade,
Não quero ficar devendo nada,
Nem a Deus.
Antonio Coimbra (1927-2007)
Meu pai, o autor, poderia escrever isto, sendo extremamente honesto e um homem de família, avesso a mentiras e traições, um exemplo para a comunidade.
Foi um prazer conhecê-los
Deixo esta estrada, onde caminhei toda a vida
Com certeza, jamais tornarei a vê-los
Tive muitas alegrias,
Também muitas tristezas,
De nada valeram as orações,
De nada valeram os apêlos,
Eu estou me despedindo,
Porque jamais tornarei a vê-los...
Para onde vou, eu não sei,
Vou atender aos chamados,
Eu sou pobre, e não um Rei,
Pela minha honestidade,
Quero pagar meus pecados...
Se é que existe outra vida
Quero estar limpo dos pecados meus,
Pela minha honestidade,
Não quero ficar devendo nada,
Nem a Deus.
Antonio Coimbra (1927-2007)
Meu pai, o autor, poderia escrever isto, sendo extremamente honesto e um homem de família, avesso a mentiras e traições, um exemplo para a comunidade.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
SEU OLHAR
Olhe para trás, veja os obstáculos que voce já superou, veja o quanto voce já aprendeu nesta vida e quanto voce já cresceu.
Olhe para a frente, não fique prostrado, levante-se quando tropeçar, estabeleça alvos e metas, prossiga com firmeza.
Olhe para dentro, sonde suas motivações, conheça e purifique seu coração, não deixe o orgulho, a vaidade e a inveja te dominar.
Olhe para os lados, socorra quem precisar de voce, ame o próximo e esteja sensível as suas necessidades.
Olhe para baixo, não pise em ninguém. Perceba os pequenos e aprenda com eles.
Olhe para cima, há um Deus maior que voce, que o ama e tem todas as coisas sob controle.
Olhe para Deus, e perceba a profundidade da riqueza e a abrangência de um Deus que está sempre olhando para voce.
Autor desconhecido
(se voce souber quem é o autor, favor deixar um comentário)
Olhe para a frente, não fique prostrado, levante-se quando tropeçar, estabeleça alvos e metas, prossiga com firmeza.
Olhe para dentro, sonde suas motivações, conheça e purifique seu coração, não deixe o orgulho, a vaidade e a inveja te dominar.
Olhe para os lados, socorra quem precisar de voce, ame o próximo e esteja sensível as suas necessidades.
Olhe para baixo, não pise em ninguém. Perceba os pequenos e aprenda com eles.
Olhe para cima, há um Deus maior que voce, que o ama e tem todas as coisas sob controle.
Olhe para Deus, e perceba a profundidade da riqueza e a abrangência de um Deus que está sempre olhando para voce.
Autor desconhecido
(se voce souber quem é o autor, favor deixar um comentário)
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Seu olhar
sábado, 20 de março de 2010
POESIAS DE PÉ QUEBRADO
Alguém no Céu
Alguém no Céu, olha por mim.
Guarda segredos que eu tenho.
Moram no céu, anjos de luz
Que sabem de onde eu venho.
Meu Pai do Céu, olhai por mim
Quanto eu me sentir sozinho.
Mande do céu, um querubim.
Pra iluminar meu caminho...
Acalanto a uma criança
É tão tarde, a manhã já vem
Todos dormem, a noite também.
Só eu velo, por voce, meu bem.
Lá no céu, deixam de cantar
Os anjinhos, que foram se deitar
Mamãezinha precisa descansar...
Boi, boi da cara preta.
Pegue esta menina, que
Tem medo de careta....
ANTONIO COIMBRA, 1917-2007
Alguém no Céu, olha por mim.
Guarda segredos que eu tenho.
Moram no céu, anjos de luz
Que sabem de onde eu venho.
Meu Pai do Céu, olhai por mim
Quanto eu me sentir sozinho.
Mande do céu, um querubim.
Pra iluminar meu caminho...
Acalanto a uma criança
É tão tarde, a manhã já vem
Todos dormem, a noite também.
Só eu velo, por voce, meu bem.
Lá no céu, deixam de cantar
Os anjinhos, que foram se deitar
Mamãezinha precisa descansar...
Boi, boi da cara preta.
Pegue esta menina, que
Tem medo de careta....
ANTONIO COIMBRA, 1917-2007
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sábado, 13 de março de 2010
VISITA A CASA PATERNA
VISITA A CASA PATERNA
(L
LUIZ GUIMARÃES JUNIOR
Como a ave que volta ao ninho antigo,
Depois de um longo e tenebroso inverno,
Eu quis também rever o lar paterno,
O meu primeiro e virginal abrigo.
Entrei. Um gênio carinhoso e amigo,
O fantasma talvez do amor materno,
Tomou-me as mãe, olhou-me grave e terno,
E passo a passo, caminhou comigo.
Era esta sala... Oh se me lembro! E Quando!
Em que da luz noturna a claridade.
Minhas irmãs e minha mãe... O pranto
Jorrou-me em ondas, resistir, quem há de?
Uma ilusão gemia a cada canto,
Chorava em cada canto uma saudade....
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LUIS GUIMARAES JUNIOR,
POESIA
NÃO CHORES
Não chores, a lagrima é essência
do mais puro sentimento,
que a gente sente em nossa vida
chora-se por um amor perdido,
chora-se pela felicidade perdida,
chora a mãe ao ver partir
tão cedo, o anjinho querido,
fruto de seu ventre e de sua alma.
Seu coração, quase morto e combalido,
tenta esconder que ainda existe calma.
É em silência, olhando para os filhos,
Que se veem dois diamantes, translúcidos,
lhe rolarem pelas faces...
Autoria: ANTONIO DA SILVA COIMBRA, 1917-2007
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